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Uma pesquisa organizada por pesquisadores franceses do Grupo de Reflexão sobre Cardiologia Intervencionista, uma organização independente sem fins lucrativos fundada por médicos cardiologistas, analisou mais de 500 mil participantes de 25 edições da Maratona de Paris, com o objetivo de descobrir quais tiveram problemas cardíacos entre 30 minutos antes, durante e dentro de 2 horas depois do final da corrida.

 

O estudo realizado entre 2006 e 2012 revelou que corredores ocasionais têm maior probabilidade de sofrer um infarto. Entre os atletas com menos de 35 anos foi constatado uma doença chamada cardiomiopatia. Neste problema, o músculo cardíaco torna-se inflamado e ampliado. Por estar ampliado, o músculo é esticado e se torna fraco. Isso significa que ele não consegue bombear sangue tão rápido como deveria, podendo resultar em uma insuficiência cardíaca.

 

Para os corredores com mais de 35 anos a principal causa de morte foi o infarto do miocárdio, causado pela obstrução de uma artéria coronária por um coágulo de sangue sobre a placa de gordura que estava em sua parede, impossibilitando assim que uma quantidade suficiente de sangue chegue até aquela área do músculo cardíaco. Além disso, os indivíduos que apresentaram maiores problemas cardíacos eram homens com mais de 40 anos.

 

Os pesquisadores concluíram que os participantes que haviam emagrecido muito e rapidamente, e aqueles que correm a pouco tempo tinham maior risco de sofrer algum problema cardíaco. O cardiologista e pesquisador do estudo Jean-Philippe Collet diz que sintomas incomuns e falta de fôlego antes de uma corrida podem ser prejudiciais e o participante não deve correr neste caso.

 

 

fonte: minhavida